O viés ideológico da imprensa portuguesa
Este Sábado a Marcha pela Vida foi atacada por indivíduos, alegadamente, ligados ao movimento antifa/anarquista. Um deles lançou um cocktail molotov contra os manifestantes. Está detido e, como se diz, à justiça o que é da justiça.
Choca, mas não surpreende a atitude da imprensa nacional. Comparativamente, recordemos o que aconteceu em Maio do ano passado quando da agressão a um actor por um indivíduo ligado à extrema-direita, um acto condenável e injustificável. À época, foram dias e dias de reportagens, de comentário político, de entrevistas, de passagem de imagens, em loop, de pessoas que não tiveram nada a ver com os acontecimentos, de cobertura de manifs de apoio, de vox populi em todos os canais televisivos.
Ontem, não fora a mecha estar ensopada e, assim, impedir a deflagração, poderia ter acontecido uma tragédia.
Um dia volvido sobre os acontecimentos estamos perante uma imprensa tímida ou desinteressada.
Restaram algumas breves menções, o cuidado na linguagem (para não magoar a esquerda) de que o Público é um bom exemplo: “A Marcha pela Vida, realizada este sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objecto incendiário para o meio dos participantes”. O atentado virou incidente, o activista ou militante de extrema-esquerda passou a pessoa, a arma do crime é descrita como objecto.
O facto do acto violento ter falhado não minimiza a intenção de quem o praticou. O “movimento antifa” pratica o terrorismo.
