Os contribuintes europeus correm o risco de pagar mais de 300 milhões de euros a uma empresa chinesa que opera no Senegal.
Enquanto um em cada dez europeus vive abaixo do limiar da pobreza, deveríamos ter outras prioridades para além de financiar 380 autocarros a gás natural para a cidade de Dakar.
No entanto, a irrisória quantia de 320 milhões de euros foi prometida para financiar este projecto por um consórcio formado pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), a Comissão Europeia, a Agência Francesa de Desenvolvimento e o KfW, da Alemanha.
Mas este escândalo não se fica por aqui. A empresa estatal chinesa China Railway Rolling Stock Corporation, fortemente apoiada por Pequim, está prestes a ganhar o contrato, como revela a Euractiv, depois de ter apresentado uma proposta com um preço inferior a metade do dos seus concorrentes, nomeadamente a Scania sueca.
Isto é particularmente irónico, dado que o projecto deriva do programa Global Gateway, que supostamente permite à UE exercer influência no panorama internacional e competir com… a influência chinesa.
Vários deputados populares, liberais e conservadores querem incluir uma cláusula de preferência europeia para favorecer as nossas empresas em projectos financiados, com fundos europeus, em países terceiros.
