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A Rússia de Putin nega a responsabilidade comunista pelo massacre de Katyn

Não é só a esquerda que nega os crimes do comunismo

No Dia Internacional da Recordação do Massacre de Katyn, foi inaugurada uma exposição sobre a “Russofobia Polaca” em Katyn. Os russos afirmam, mais uma vez, que o assassinato em massa de polacos foi cometido pelas tropas alemãs e que os motivos para a “Russofobia na Polónia” são fictícios.

A 10 de Abril, dia do aniversário do Massacre de Katyn, foi inaugurada uma exposição intitulada “Dez Séculos de Russofobia Polaca” no Complexo Memorial de Katyn, o mesmo local onde cerca de 22.000 oficiais polacos foram executados em 1940 pela polícia secreta soviética, a NKVD, sob as ordens de José Estaline e Lavrentiy Beria.

A exposição, organizada pela Sociedade Histórica Militar Russa, inclui uma secção sobre Katyn, onde os organizadores alegam que os materiais de arquivo supostamente apontam para a responsabilidade da Alemanha nazi pelo massacre. Outras secções centram-se na remoção de monumentos soviéticos na Polónia e nas políticas de descomunização do país, que os organizadores descrevem como uma tentativa de suprimir as opiniões políticas e apagar a história.

Os autores da exposição afirmam ainda que a “russofobia polaca moderna” está representada sob a forma de apoio polaco à Ucrânia na guerra contra os invasores russos.

A exposição afirma ainda que os polacos foram aliados de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial e que todas as campanhas do exército russo contra os polacos foram realizadas unicamente para “libertar terras russas do domínio polaco”.

A exposição de propaganda do Kremlin defende que a “russofobia na Polónia” não tem qualquer base séria para a sua existência.

A Sociedade Histórica Militar Russa é uma organização estatal fundada por Putin em 2012, e a nova exposição em Katyn não teria sido inaugurada sem ordens do Kremlin.

A Rússia volta agora a negar a responsabilidade pelo Massacre de Katyn, tal como fez entre 1943 e 1990.

fonte: Visegrad24