Evola face ao fatalismo – Afirmação da via heróica em tempos de Kali Yuga, editado pela Contra-Corrente [tradução de Nuno Serra | 104 págs. | 12 euros] “é uma obra da autoria de Eduard Alcántara, escritor espanhol que se dedica há décadas ao pensamento Tradicional de Julius Evola e que neste livro procura demonstrar que ainda é possível fazer frente aos inimigos da civilização e vencê-los, não obstante o espírito derrotista imperante.”
Sol e Aço, da autoria de Yukio Mishima, surge, surpreendentemente, na Traça Edições [tradução de Cöbramor | 12 euros]. Nas palavras do editor “Sol e aço, pode ser lido como o relato de como um rapaz frágil e livresco descobriu a importância do seu próprio ser físico; o “sol e o aço” do título são, eles próprios, símbolos, respectivamente, do culto do ar livre e dos pesos utilizados no culturismo. Trata-se também de uma reflexão sobre a relação entre a acção e a arte, e em particular sobre a sua própria arte. Num plano mais pessoal, é o relato da busca de identidade e de integração, demonstrando como uma preocupação intensamente individual pode ser desenvolvida até se tornar numa filosofia de vida. A confissão e a auto-análise, a filosofia e a poesia combinam-se, no final, para criar algo que é, em si mesmo, perfeito e auto-suficiente, uma obra literária tão cuidadosamente construída como os romances de Mishima e que, simultaneamente, fornece uma chave indispensável para a compreensão desses romances enquanto arte. O livro funciona também como um precursor do suicídio dramático de Mishima em 1970, espelhando a sua crença na realização trágica e no ethos do guerreiro. A sua vida e a sua obra confrontam-se frequentemente com conceitos como a honra, a revolta e a interacção entre o erotismo e a violência.”
Poemas Escolhidos, de Ezra Pound, editado pela Tinta-da-china, [tradução de José Palla e Carmo | 274 págs. | 18,81 euros] é uma colectânea bilingue que integra a colecção de poesia dirigida por Pedro Mexia que nos apresenta a obra da seguinte forma: “Em 1971, Hugh Kenner publicou The Pound Era, título que quase equivale a «época moderna», uma vez que o académico canadiano identificava a modernidade com o modernismo, e ninguém teve intervenção tão vasta e decisiva na literatura modernista anglófona como Pound. José Palla e Carmo (1923‑1995), que também assinou José Sesinando, crítico, ensaísta, virtuoso do humor linguístico (Obra Perfeitamente Incompleta, Tinta‑da‑china), foi um dos mais importantes tradutores do cânone anglo‑americano contemporâneo. Para nos atermos aos poetas, deu‑nos versões de T.S. Eliot, William Carlos Williams, Lawrence Ferlinghetti e Allen Ginsberg. Poemas Escolhidos de Ezra Pound saiu em 1986. Não omitindo algumas ambivalências face ao agitador que nasceu no Idaho e conquistou Veneza, Paris e Londres, Palla e Carmo procurou entender e transmitir aquilo que definiu como um simplismo cosmopolita, um europeísmo nada americano, uma ousadia prosódica, uma erudição coloquial, um estilo tão conciso e directo nos poemas curtos como «torrencial, tumultuoso, sarcástico» nos longos, sobretudo em Os Cantos, verdadeira Odisseia moderna.”
