O perfil da intelectualidade contemporânea frequentemente encontra-se saturado por figuras que ostentam extensas credenciais: autodenominam-se escritoras, jornalistas, tradutoras, editoras e fervorosas feministas. No entanto, por trás da densa cortina de títulos académicos e profissionais, esconde-se, não raro, uma postura marcada pelo dogmatismo ideológico e por narrativas desprovidas de sustentação empírica.

Ao adoptar acriticamente a cartilha do movimento woke, este tipo de perfil tende a reduzir a complexidade das relações sociais e humanas a fórmulas binárias de opressores e oprimidos. Paralelamente, a obsessão em encontrar estruturas ocultas de dominação em cada detalhe do quotidiano acaba por aproximar o discurso do próprio pensamento conspiracionista.
É com esta desonestidade intelectual que Inês Pedrosa comenta – no X – o trágico desastre ferroviário ocorrido em Espanha. Esta obsessão de encontrar a extrema-direita e os fascistas em cada detalhe transforma o debate público numa arena de certezas e de visões excessivamente simplistas do mundo. Inês Pedrosa, transformou-se num repositório de ódio ao outro, a quem pensa diferente e que a escritora pretende deslegitimar e desumanizar. Escusava de ser através do disparate. Assim, Inês Pedrosa reduziu-se a ser uma tontinha sem crédito.
