por João Pereira dos Santos
Falemos de França. Não porque subitamente tenhamos necessidade de falar sobre a vida dos outros, mas porque Portugal está no caminho que levou França ao estado praticamente irreversível em que se encontra.
Em França não temos apenas protestos estudantis. Temos um problema muito mais profundo, que resulta de décadas de imigração em massa e de uma política de integração que falhou. Temos comunidades de imigrantes e descendentes de imigrantes que não se revêem nos costumes franceses, rejeitam valores fundamentais da sociedade de acolhimento e, em certos sectores islamistas, consideram mesmo que as leis religiosas devem prevalecer sobre as leis aprovadas pelos franceses.
Os organizadores dos manifestantes pertencem a estas comunidades e os protestos resultam de um movimento independentista islâmico que decidiu tentar iniciar uma guerra civil, ao qual se aliou a esquerda, mais empenhada em tentar agarrar-se ao poder do que em ajudar os franceses a terem uma vida melhor. O costume.
Portugal é quase uma França em ponto pequeno. Temos o nosso Macron, que é Montenegro, o nosso Mélenchon, que é José Luís Carneiro, e a nossa política de portas escancaradas, iniciada por António Costa e continuada por Montenegro.
Durante décadas, a classe política francesa comportou-se como se fosse possível importar milhões de pessoas de sociedades com culturas, religiões e valores profundamente diferentes, sem que isso tivesse consequências para a identidade nacional e para a coesão social. PS e PSD olharam para isso, ficaram maravilhados, e decidiram tornar Portugal um país mais “cosmopolita”, enchendo as nossas ruas com pessoas que não percebem coisas simples como que devem deitar lixo no caixote ou que uma mulher de saia não está a pedi-las.
O mais extraordinário é que temos o exemplo francês diante dos nossos olhos. Não precisamos de imaginar as consequências de políticas de imigração descontroladas e de integração insuficiente. Podíamos simplesmente ir ao YouTube. E se calhar o problema é mesmo esse. Usam os media tradicionais para se informarem e acabam por andar… desinformados!
Isso obrigaria os nossos governantes a reconhecer que a imigração não é apenas uma questão económica ou demográfica. É também uma questão de identidade, soberania, segurança e continuidade cultural.
E reconhecer isso parece ser um sacrifício demasiado grande para uma classe política que prefere discutir os perigos do “populismo” a fazer de Portugal um país limpo, seguro e próspero.
Em suma, devemos olhar para França porque França é o que PS e PSD querem fazer de Portugal.
