O que é a Cultura?
por Guillaume Faye
Específica para o ser humano, a cultura, parte integrante da natureza fisiológica humana, é a “estrutura” através da qual interpretamos o mundo, na ausência de comportamentos pré-programados (neotenia). Cada grupo, cada povo, constrói, portanto, a sua própria cultura específica, baseada na sua hereditariedade e ambiente.
Os seres humanos estão biologicamente programados para adicionar comportamentos culturais aos seus comportamentos inatos. A cultura, tal como o potencial genético, está sujeita a seleção e evolução. A história caracteriza precisamente o movimento evolutivo de uma cultura. O termo “civilização” refere-se ao aspecto exterior e material da cultura; este abrange a linguagem, os gestos, as artes e a ideologia, desde o mais simples ao mais complexo. A humanidade tem uma necessidade biológica de culturas diferentes e divergentes. Além disso, cada grupo étnico é adaptado e moldado pela sua própria cultura, mesmo enquanto evolui. Daí o perigo da aculturação (a adopção completa de uma cultura estrangeira). Daí o erro de opor cultura (adquirida) e natureza biológica (inata): a biologia herdada de um grupo e a cultura recebida estão, na verdade, em constante interação.
As culturas podem influenciar-se mutuamente sem perder a sua essência, mas ao fundirem-se numa mesma cultura, como acontece hoje, a humanidade corre o risco de regredir a um novo primitivismo, de se tornar involutiva. Para nós, defender e promover uma cultura europeia específica não significa reivindicar algo “supérfluo”, um “ornamento”, mas sim preservar a essência de quem somos. Desculturada, a pessoa deixa de ser ela própria: pior, perde parte da sua própria humanidade. É na frente cultural que se decide hoje o futuro dos povos europeus. É por isso que escolhemos lutar neste campo de batalha.
