Dominique Venner
“De forma alguma estou a sugerir que ignoremos as ameaças que se avizinham: globalização desenfreada, crescimento populacional, imigração em massa, poluição ambiental, manipulação genética e assim por diante. Nestes tempos inquietantes, é saudável rejeitar ilusões complacentes; é benéfico cultivar as virtudes do pessimismo activo, o tipo defendido por Tucídides ou Maquiavel. Mas é igualmente necessário rejeitar a forma de pessimismo que conduz ao fatalismo. Perante as ameaças do futuro, um primeiro erro seria considerá-las inevitáveis. A história não é o reino do destino, mas do imprevisto. Um segundo erro seria imaginar o futuro como uma continuação do presente.”
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“Em relação aos europeus, tudo me indica que serão obrigados a enfrentar imensos desafios e formidáveis catástrofes no futuro, não apenas as da imigração. Nestas provações, terão a oportunidade de renascer e de se redescobrirem. Acredito nas qualidades específicas dos europeus, que estão temporariamente adormecidas. Acredito na sua individualidade activa, na sua inventividade e no despertar da sua energia. O despertar virá. Quando? Não sei. Mas não tenho dúvidas de que virá.”
in Le Choc de l’histoire, Éditions Via Romana, 2011.

“Não renego nada. Não me arrependo de nada. Isso seria o cúmulo da falta de elegância. Quando releio os diários que comecei a escrever na prisão, algumas páginas dos quais aqui reproduzi, descubro um jovem que se tornou um estranho para mim. A sua imprudência surpreende-me, o seu gosto pela violência persegue-me. Mas sinto uma simpatia invencível por este rapaz intolerante que trazia dentro de si uma espécie de aroma tempestuoso.”
in, Le Cœur Rebelle, Éditions de la Nouvelle Librairie, 2026.
