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Violência esquerdista contra a linha de TGV Lyon-Turim em Itália

Se um polícia usar da força contra um membro de uma minoria ou um activista de direita disser algo politicamente incorrecto a cobertura dos telejornais e a capa dos jornais está garantida. Se for a extrema-esquerda, os antifas ou o black bloc a ferir 120 polícias e provocar prejuízos de 1 milhão de euros a coisa passa nas entrelinhas.

No sábado, 25 de Julho, no Vale de Suse (Piemonte, Itália), durante um protesto contra a linha ferroviária de alta velocidade Lyon-Turim (TAV), activistas de extrema-esquerda demonstraram uma violência invulgar.

Seguindo o padrão de protestos que se tornaram violentos, milhares de pessoas participaram num festival no vale antes de se manifestarem perto do principal estaleiro de construção de Chiomonte, junto à fronteira francesa. Parte da marcha, constituída como black bloc, dirigiu-se depois para os estaleiros de obras. Centenas de pessoas estavam vestidas de preto da cabeça aos pés, mascaradas e equipadas com máscaras de gás e óculos de proteção. Algumas estavam armadas.

Segundo as autoridades italianas, o black bloc era composto por um grande número de activistas estrangeiros, principalmente franceses e alemães, que não fizeram qualquer tentativa para esconder a sua presença. Três cidadãos franceses foram também impedidos de entrar no país depois de terem sido encontradas máscaras, fogos de artifício e uma rebarbadora no seu veículo. A polícia revistou um total de 436 pessoas e apreendeu materiais pirotécnicos e explosivos, incluindo bombas artesanais.

Os membros do black bloc, que se encontravam relativamente dispersos por uma vasta área sinuosa e arborizada, de difícil defesa policial, romperam várias vezes as vedações do estaleiro, conseguindo invadi-lo por múltiplas frentes. Os activistas de extrema-esquerda atiraram pedras contra a polícia e dispararam morteiros. Além disso, foram lançados cocktails Molotov diretamente contra a polícia e os seus veículos. O balanço é elevado: quatro camiões foram incendiados e mais de 120 polícias ficaram feridos.

Por fim, estruturas no estaleiro foram incendiadas, causando danos estimados em cerca de um milhão de euros só no local de Chiomonte. Os trabalhos nas zonas afectadas serão suspensos durante pelo menos um mês.

A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou a “violência organizada e premeditada” e pediu ao poder judicial que “faça tudo o que for possível” para identificar e processar os activistas de extrema-esquerda responsáveis ​​pela violência. A empresa pública responsável pelo projeto, afirmou que “este é o pior ataque que sofremos nos nossos estaleiros de construção desde 2011”.

A violência da extrema-esquerda é tão frequente e normalizada que uma manifestação que fere 120 polícias e gera um milhão de euros em prejuízos não é considerada um grande acontecimento político ou mediático.

Nos últimos meses, têm sido recorrentes os ataques contra o estaleiro da linha ferroviária de alta velocidade Lyon-Turim, um projeto que já tem 18 anos de atraso e previsão de conclusão para 2033: em abril e outubro de 2025, foram reportadas sabotagens contra a linha férrea.