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Active Club Lisboa: muito mais do que fitness

Entrevista conduzida por Filipe Carvalho

Numa época marcada pelo sedentarismo, pela apatia e pela perda de referências morais, o Active Club Lisboa surge como um farol de esperança e renovação para a juventude portuguesa. Sob o lema intemporal “corpo são, nação forte”, esta iniciativa resgata os mais nobres ideais do classicismo e do desporto comunitário. Longe das lógicas comerciais dos ginásios modernos, o clube propõe um regresso às origens: o treino rigoroso ao ar livre, a mestria nas artes marciais e a criação de laços indissolúveis de autêntica fraternidade masculina. Através de uma estética cuidada e de um apelo directo à superação pessoal, a mensagem do Active Club Lisboa demonstra que a verdadeira preservação da identidade e da Pátria começa no aperfeiçoamento do próprio indivíduo.

Ao olharmos para a vossa página, a energia e a disciplina dos treinos saltam à vista. Num mundo onde os jovens passam cada vez mais tempo frente aos ecrãs, como nasceu a ideia de criar o Active Club Lisboa?

A.C.L : O grupo foi criado em Outubro de 2025 por iniciativa de um conjunto de amigos que já acompanhava o Rise Above Movement, movimento internacional do qual surgiu o Active Club. Após estabelecermos contacto com o clube original e cumprirmos os requisitos definidos pela organização, foi criado o primeiro capítulo oficial do Active Club em Portugal.
A nossa actividade centra-se, sobretudo, na prática de exercício físico entre os membros, mas inclui também a organização de outras iniciativas, como acções de divulgação, distribuição de material informativo, participação em manifestações e realização de conferências.
Na nossa perspectiva, o grupo surgiu porque entendemos que existe uma falta de espaços destinados a jovens interessados na prática de exercício físico, no convívio e na criação de um verdadeiro sentido de comunidade. Consideramos também que muitos jovens levam, actualmente, um estilo de vida mais sedentário e passam grande parte do seu tempo em frente a ecrãs. Perante essa realidade, procuramos oferecer uma alternativa baseada no treino físico, na disciplina, na camaradagem e na participação activa na sociedade.
Temos igualmente uma visão crítica em relação a algumas tendências culturais e sociais contemporâneas, incluindo aquilo a que designamos por “cultura woke”, por entendermos que têm um impacto negativo na sociedade. Ainda assim, o principal objectivo do grupo é reunir pessoas com interesses comuns, promovendo a actividade física, o espírito de entreajuda e o fortalecimento dos laços entre os seus membros.

Um dos vossos lemas é “Get Active”. De que forma é que estar activo fisicamente se traduz no fortalecimento de uma nação?

​A.C.L : O treino físico aliado à disciplina e à formação intelectual e ideológica contribui para formar indivíduos mais fortes, saudáveis e resilientes, capazes de fortalecer a nação.

​Uma população fisicamente apta e saudável está melhor preparada para trabalhar, defender o seu país e participar no seu desenvolvimento.

Quem vos observa de fora surpreende-se com o uso de passa-montanhas ou a ocultação dos rostos nas fotografias. O que motiva esse secretismo?

A.C.L : A utilização de passa-montanhas ou balaclavas é mais comum em clubes de outros países. Tanto quanto sabemos, trata-se, sobretudo, de uma opção estética e de identidade visual adoptada por esses grupos. Alguns membros usam-nos também para evitarem preocupações relacionadas com a privacidade e com a possibilidade de serem alvo de exposição pública ou de represálias devido à sua participação no movimento.

Devemos saudar a tarefa daqueles que, em quase toda a parte, e de forma resistente, obstinada, minoritária e hábil, realizam um trabalho cultural, obra de monges e formigas, para vislumbrar a chama da identidade europeia.