Para limitar a imigração, o Japão multiplica por vinte as taxas de residência permanente para estrangeiros e exige que os candidatos tenham um rendimento superior à média das famílias japonesas
Face ao aumento da população estrangeira que vive no país, o governo japonês optou por uma mudança significativa na sua política migratória. As autoridades anunciaram várias medidas económicas para limitar a chegada de novos residentes.
Num ano, a população estrangeira residente no Japão aumentou 9,5%, atingindo os 4,12 milhões de pessoas, segundo a Agência de Serviços de Imigração do Japão.
Perante estes números, a primeira-ministra Sanae Takaichi decidiu endurecer a política migratória do país. O governo japonês não só multiplicou por vinte as taxas de residência permanente, como também aumentou os custos para os pedidos de alteração de estatuto e de prorrogação de estadia.
Os candidatos à residência permanente devem também cumprir novos requisitos. Têm de comprovar um rendimento superior à média das famílias japonesas, que é de cerca de 7,85 milhões de ienes por ano (aproximadamente 44.000 euros).
A partir de abril de 2027, deverão contar também com uma pensão de reforma suficiente e atingir o nível de proficiência em japonês exigido, conforme noticiado pelo jornal The Japan Times. Em Julho, o Japão já tinha decidido quintuplicar o custo do visto de entrada no país. Esta foi a primeira revisão em quase 50 anos, o que ilustra bem a intenção das autoridades de conter a chegada de estrangeiros.
