O Partido do Centro Democrático Social (CDS) foi fundado em 19 de julho de 1974, fruto da iniciativa de antigos membros do Estado Novo, de direita, que preferiram usar usando uma identidade centrista. O partido assumiu-se contra o marxismo, moderado e aberto às correntes de catolicismo social e conservadorismo liberal e teve como bases os católicos, conservadores e liberais.
Na sua origem estão nomes como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Victor Sá Machado, Valentim Xavier Pintado, João Morais Leitão e João Porto.
Logo após a sua fundação teve dois momentos marcantes, o primeiro quando a 25 de Janeiro de 1975 no Palácio de Cristal, no Porto, o seu primeiro Congresso foi cercado e atacado pela extrema-esquerda; o segundo quando votou contra a Constituição de 1976, no dia 2 de Abril, também pelo facto desta incluir no seu preâmbulo que Portugal é um país “a caminho do socialismo”.
Depois de ter integrado vários Governos e ter politicamente relevante, esteve recentemente afastado da vida parlamentar tendo regressado com dois deputados e mesmo assim integra o actual Governo com um ministro e dois secretários de Estado. O CDS mantém uma consistente presença autárquica e, apesar da concorrência da Iniciativa Liberal e do Chega, é uma voz conservadora no actual parlamento.
