por Filipe Carvalho
As palavras terminadas em “ismo” transformaram-se nas algemas mentais com que o regime asfixia a sobrevivência da nossa Pátria. Discutem-se com uma ligeireza patética nas pantalhas da televisão e nos maneirismos de burguesia amaneirada que povoam as tertúlias chiques, enquanto o povo real sangra nas ruas. É nas instituições do Estado que estes “ismos” operam o verdadeiro crime de traição nacional. No topo desta pirâmide de enganos brilha o espantalho do populismo, um rótulo cobardemente inventado pelo sistema para amordaçar o grito de revolta dos portugueses autênticos. A esquerda acusa de populista qualquer um que ouse defender as fronteiras, a ordem e a herança dos nossos antepassados, mas a verdade é que não há maior e mais corrupto populismo do que o dela. A esquerda apropriou-se da máquina estatal para comprar votos com o dinheiro dos impostos de quem trabalha, dividindo a nação entre as minorias protegidas e os portugueses de bem, transformados em pagadores de promessas utópicas. Como escrevia o filósofo contrarrevolucionário Joseph de Maistre, “o homem, em geral, se for deixado a si mesmo, é demasiado mau para ser livre”; e a esquerda, ao libertar os piores instintos da sociedade em nome de uma falsa liberdade, destrói os alicerces morais que outrora nos tornaram grandes.
Essa destruição moral e social é visível nas peripécias e escândalos políticos que apodrecem a Terceira República. Veja-se o espectáculo grotesco da “geringonça” e a subsequente obsessão das esquerdas em escancarar as portas do país através de leis de imigração desastrosas, que transformaram o nosso tecido urbano num laboratório do multiculturalismo. O resultado está escarrapachado na perda absoluta de soberania sobre o nosso próprio asfalto. Nas ruelas das nossas cidades e nos bairros históricos outrora pacatos, o cheiro a urina, o lixo acumulado e o clamor de línguas estrangeiras servem de cenário à barbárie. Onde as nossas mulheres e os nossos idosos antes caminhavam sem receio, hoje impera o terror nocturno de gangues violentos que disputam território à facada, o assalto violento a quem sai do trabalho e o descaramento do tráfico de droga à luz do dia, em plena baixa citadina. Substituiu-se a nossa identidade e a integridade física dos cidadãos por um humanitarismo de fachada, cujo único objectivo real é importar um novo eleitorado de substituição para perpetuar o esquerdismo no poder. Enquanto o português comum reza para chegar vivo a casa ao sair de uma estação de metro escura, o orçamento do Estado é esbanjado em subsídios para associações que defendem criminosos. É o triunfo do globalismo apátrida contra a soberania nacional. Charles Maurras avisava com precisão que “a democracia é a mentira dos números, o governo dos piores”; e em Portugal, essa mentira transformou o mérito num pecado e a dependência do subsídio numa virtude.
Este populismo de esquerda alimenta-se de “ismos” mortíferos para a nossa civilização, sendo o progressismo e o colectivismo os mais venenosos. Destrói-se a família tradicional, ataca-se a Igreja e criminaliza-se o patriotismo para que o cidadão fique isolado, fraco e indefeso perante a tirania do politicamente correcto e o medo que dita as leis na rua. Quem recusa ajoelhar-se perante esta ditadura do pensamento único não é apenas um opositor; é imediatamente linchado pelo tribunal mediático e carimbado com os labéus do costume. Esta esquerda que hoje se diz tolerante é a herdeira directa do totalitarismo que esmagou metade da Europa. A nossa reacção não pode ser morna nem moderada; as meias-tintas liberais e os consensos de aviário do centro político são apenas o tapete vermelho para a nossa extinção. É tempo de resgatar o país das garras destes parasitas ideológicos e devolver Portugal aos portugueses. Se queremos salvar a nossa identidade, a segurança das nossas avenidas e o futuro dos nossos filhos, a única via é o combate cultural total e intransigente contra a cassete da esquerda, limpando o Estado desta corja que vive de sugar o sangue e a paz da Nação.
