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A esquerda e os agressores sexuais

por João Pereira dos Santos
Confesso que, de entre todos os grupos de criminosos importados e protegidos pela esquerda, o grupo dos agressores sexuais é o que mais me confunde.

A esquerda fala muito dos direitos das mulheres. Todos sabemos que, como tudo o que a esquerda diz, é treta. A esquerda contemporânea usa slogans para conseguir aquilo que, em última análise, pretende: assumir o controlo de um Estado que pretende totalitário, transformando o indivíduo numa mera roldana de uma máquina controlada pelos seus líderes.

Não me interpretem mal: os criminosos sexuais têm boas razões para simpatizar com a esquerda. Lavrenti Beria, líder do KGB, era um estalinista dos sete costados e um dos mais conhecidos criminosos sexuais da História. E compreende-se perfeitamente que um criminoso sexual prefira partidos que atacam a polícia, não gostam de prisões e que se preocupam mais com os direitos dos criminosos do que com a segurança das vítimas.

Ou seja, percebo a lógica política de procurar conquistar este tipo de eleitorado, e percebo porque é que, pela Europa fora, votam todos à esquerda. O que me choca é que a esquerda esteja disposta a descer tão baixo para alcançar os seus objectivos, particularmente quando tem hoje uma base de apoio tão significativa entre as mulheres.

E não me venham falar de ingenuidade. Quando alguém conhece os resultados das suas decisões e se conforma com as consequências, não pode depois fingir que nada tem a ver com elas. No Direito Penal, até existe um nome para isso: dolo necessário.

Entretanto, o SOL noticia que os crimes de violação dispararam nas cidades portuguesas em 2026. E todos sabemos que 2027 vai ser pior, porque a esquerda continua no poder compactuando com os grupos que praticam estes atos.

Mas aquilo que verdadeiramente me espanta são as mulheres que continuam a acreditar que a esquerda as protege.

A esquerda que vê machismo em tudo, que organiza manifestações por causa de comentários inconvenientes, que passa a vida a falar da dignidade feminina, é a mesma que resiste a medidas mais duras de controlo migratório, expulsão de criminosos estrangeiros e reforço da autoridade policial.

E é aqui que gostaria de ouvir as feministas de esquerda: até que ponto estão dispostas a aceitar isto em nome das vossas prioridades ideológicas? Porque é que são tão indiferentes a um crime tão hediondo? Que defendam o tráfico de droga até consigo perceber (não concordar), mas violações?

Há uma diferença enorme entre defender os direitos das mulheres e utilizá-los como propaganda política. Para a esquerda, a dignidade feminina é absolutamente inegociável, excepto quando se atravessa no caminho dos seus objectivos políticos. É o que é, mas não deixa de ser lamentável mais esta manifestação do quanto a esquerda tem degradado o país.