É preciso lutar sem ódio para mostrar o valor do coração!
Francesco Cecchin tinha 17 anos (16. Junho. 1979).
Nunca teve tempo para crescer, porque o ódio político dos Anos de Chumbo decidiu que um rapaz podia ser perseguido, atacado, apagado simplesmente pelas suas ideias.
Mas aqueles que pensavam que o podiam apagar falharam.
Porque Francesco ainda está aqui: nos corações dos que se lembram, nas praças dos que não recuam, na memória de uma comunidade que nunca aceitou o silêncio como destino.
Enquanto houver alguém disposto a pronunciar o seu nome, Francesco nunca será apenas uma coisa do passado.

Francesco Cecchin não foi um acidente nem um caso único naqueles anos em que a esquerda gritava que «matar um fascista não é crime!» Do grito ao acto tombaram, também, Franco Bigonzetti, Francesco Ciavatta, Sergio Ramelli, Paolo Di Nella, os irmãos Virgilio e Stefano Mattei, Mikis Mantakas e Alberto Giaquinto assassinados pelos profissionais do antifascismo.
Imprigionato nel cuore un ricordo,
l’hai imbarcato su una nave.
Ma quella nave mai è affondata,
l’ho rivista ieri sera.
Con le vele gonfie di vento
e il tuo nome sulla bandiera.
Francesco era primavera!
Francesco era libertà!
Presente!
