Erdogan gastou quase mil milhões de dólares na construção de uma rede global de escolas que, segundo os investigadores, é utilizada para exportar o islamismo político e atacar os seus opositores no estrangeiro.
De acordo com um relatório do grupo de defesa dos direitos humanos “Solidarity with Others”, sediado na Bélgica, a Fundação Maarif, financiada pelo Estado turco, educa cerca de 30 mil alunos em 34 países, enquanto ajuda Ancara a assumir o controlo de escolas anteriormente ligadas ao movimento Gülen.
Desde 2016, a fundação terá estado envolvida no encerramento, confisco ou transferência forçada de 162 escolas em 29 países, assumindo o controlo direto de 131 instituições e afectando cerca de 7.800 professores e funcionários.
O relatório alega que a Turquia utilizou pressão diplomática, acordos de segurança, rusgas policiais, deportações e confisco de bens para obrigar países como o Afeganistão, Mali, Níger, Sudão, Venezuela, Zâmbia e Libéria a entregar escolas à Maarif.
O financiamento estatal à fundação ultrapassou os 27,7 mil milhões de liras turcas (cerca de 900 milhões de dólares) desde a sua criação. O relatório conclui que existem fundamentos razoáveis para investigar a campanha como uma perseguição que constitui um crime contra a humanidade, nos termos do Estatuto de Roma.
A Turquia é apenas um dos vários intervenientes estatais que financiam islamistas à escala global.
O Irão e o Qatar são outros dois exemplos, ambos com um forte enfoque na disseminação do Islão na Europa.
in Visegrad24
