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Kiala, uma editora do apartheid

Olá! Nós somos a Kiala, uma nova chancela da editora Vírgula d’Interrogação dedicada à publicação e divulgação de livros de autores negros. Queremos contribuir para a diversidade do mercado editorial português, fortalecendo o espaço para histórias de autoria negra e trazendo aos leitores narrativas que reflitam diferentes experiências, perspectivas e formas de imaginar o mundo (o negrito é nosso).

Começa assim a apresentação da Kiala, uma marca da editora woke Vírgula d’Interrogação, sediada em Loulé, onde o Livre e o Bloco de Esquerda somam 6,6%.

A Kiala só publica autores negros. Não tem problema serem uma editora de nicho (ou de gueto) e publicarem o que bem entenderem. Compra quem quer. Já existiam editoras que só editavam comunistas e, também, há editoras – as melhores e as mais corajosas – que só publicam à direita (e dessas falaremos futuramente).

Agora imaginem que uma editora se apresentava como editora de autores brancos. Imaginem! A divulgação dos nomes, das moradas e das famílias dos editores, a bufaria dos antifas, o histerismo do SOS Racismo, a petição e a publicação de um manifesto antiracista dos habituais intelectuais esquerdistas mais o editorial e os textos raivosos de metade dos colunistas do Público, a restante imprensa a reboque e, seguramente, manifestações antiracistas – só com bandeiras arco íris, trans e da Palestina – de Loulé a Melgaço.

A Kiala do apartheid não vai ter nenhum destes contratempos, para além de um ou outro insulto, nas redes sociais. E ainda bem. Significa que a liberdade de expressão é um valor que deve ser respeitado. Mas permitam que duvide da reciprocidade de uma esquerda que está cada vez mais intolerante e agressiva.