Londres: A polícia deixou de atender às ocorrências semanais de agressões a funcionários de supermercados, mas chegou três minutos depois de uma falsa acusação de racismo. O funcionário acusado foi algemado e detido durante horas.
O fundador de uma cadeia de supermercados entrou na polémica em torno da hipocrisia policial ao revelar que um dos seus funcionários foi algemado numa loja após uma falsa acusação de racismo. Sir Malcolm Walker [na foto], fundador da cadeia Iceland, afirmou ter apresentado uma queixa formal à polícia de Londres depois de um dos seus funcionários ter sido detido pela polícia após uma falsa acusação de insulto racial feita por um cliente. Sir Malcolm revelou que o gerente da loja, que é de ascendência asiática, repreendeu um cliente negro que estava a manusear garrafas de leite no supermercado. O empresário, que recebeu o título de cavaleiro, contou que, depois de o cliente ter chamado a polícia e feito uma falsa acusação de racismo, os agentes chegaram em “três minutos” e algemaram o funcionário.
Indignado com a resposta da polícia ao incidente, Sir Malcolm declarou ao Mail on Sunday que “a hipocrisia policial não existe apenas nas ruas” e sublinhou que os polícias deixam frequentemente de intervir quando os funcionários são agredidos ou ameaçados de violência por ladrões de lojas. As forças policiais britânicas têm estado sob escrutínio global desde o caso horrível de Henry Nowak, o estudante inocente de 18 anos que foi algemado pela polícia enquanto agonizava no chão, depois de o seu assassino ter mentido sobre ter feito comentários racistas.
Sir Malcolm disse que o funcionário teve de passar duas ou três horas sob custódia antes de o caso ser arquivado.
Acrescentou que a “reação completamente desproporcional” da polícia foi uma “loucura” e questionou por que razão os agentes acharam necessário algemar o funcionário e colocá-lo num carro da polícia por causa de uma “acusação infundada”.
Sir Malcolm acrescentou: “Todas as semanas, recebemos relatos de violência: os funcionários são agredidos, ameaçados com seringas ou facas. A situação está fora de controlo”. A violência contra os funcionários das lojas é endémica. A polícia nunca interviria em três minutos numa situação destas.”
Uma queixa, bem como um recurso, referentes à intervenção policial no caso destacado por Sir Malcolm, foram rejeitados.

Continua o escândalo em torno da morte de Henry Nowak: o ex-chefe da polícia de Londres afirmou que a “Scotland Yard foi infectada pelo vírus mental do wokismo” e “já não trata os cidadãos de forma igualitária perante a lei”.
Rick Prior, antigo presidente da Federação da Polícia Metropolitana, afirmou que, durante mais de uma década, as forças policiais deram prioridade à igualdade de resultados para os diferentes grupos étnicos em detrimento da igualdade de oportunidades.
Alegou que isso levou a uma perda de competência dentro da corporação, o que teve repercussões nas ruas de Londres.
[…] “Vi isso em 2022, quando um tribunal constactou que dois oficiais de alta patente discriminaram racialmente um detetive branco, preterindo-o num processo de promoção e substituindo-o por um candidato negro menos qualificado.”
[…] E acrescentou: “Quando vi o vídeo [da morte de Henry Nowak] dele a ser algemado naquela noite, com as mãos moles e cinzentas, fiquei a pensar: ‘Porque é que estão a fazer isto? Que ameaça estão a tentar eliminar?’ Estavam apenas a cumprir uma lista mental de alegados crimes de ódio e salvar uma vida era uma preocupação secundária?”
“Não creio que tivessem intenções maliciosas, mas suspeito que não conseguiram escapar ao que a formação e os superiores lhes incutiram: o mantra de que um incidente com motivação racial deve ser registado como tal, baseado unicamente na palavra da vítima, independentemente das provas apresentadas.”
via Daily Mail e Fdesouche
