Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

20 anos sem Jean Mabire

20 anos sem Jean Mabire

Jean Mabire nasceu em Paris, a 8 de Fevereiro de 1927, filho de uma família normanda por parte do pai e de uma família das Cévennes por parte da mãe.

Era conhecido por ser um defensor das comunidades do pós-guerra, em particular do povo normando, ao qual dedicou a sua vida desde o início da década de 1950 até ao seu último suspiro.

 “Ouvindo as canções e admirando as danças dos flamengos e dos bretões, senti uma profunda saudade daquilo a que o escritor Saint-Loup chamaria ‘uma pátria carnal’. De repente, nesta terra dos Vexin, tive a certeza de que nada poderia ser empreendido sem estar sob o duplo signo de uma terra e de um povo. Para mim, dali em diante, só poderia ser a Normandia e nada mais.” | in, La Varende entre nous, Présence de La Varende, 1999 (revelação durante o Solstício de Marquemont, a 19 de Junho de 1948)

Homem de honra com uma carreira notável, foi jornalista, artista, oficial, ensaísta e escritor, dedicado a transmitir às gerações mais jovens o conhecimento das nossas tradições mais antigas, das nossas províncias, inscritas numa Europa das cem bandeiras. Divulgador do paganismo europeu, participou na fundação do GRECE, contribuiu para La Nouvelle Revue d’histoire, Nouvelle École e Éléments, e esteve envolvido em círculos regionalistas normandos.

 “O nosso mundo está a nascer. Invisível como as flores e o trigo de amanhã, está a abrir caminho sob a terra. Já temos as nossas raízes, firmemente plantadas nas brumas do tempo, ancoradas no solo dos nossos povos, nutridas pelo sangue dos nossos antepassados, ricas em tantos séculos de certeza e coragem que só nós não negamos.” | in, Les solstices, histoire et actualité, Le Flambeau, 1991. [Os Solstícios – História e Actualidade, Hugin Editores, 1995.] 

Autor de cerca de uma centena de livros e milhares de artigos para a imprensa, foi inegavelmente um activista incansável, que nunca repousava, pois cada uma das suas viagens resultava num livro e cada leitura num artigo. Aqueles que o conheceram só podem reconhecer a sua dedicação inabalável à juventude pela qual trabalhou incansavelmente.

Jean Mabire juntou-se ao bando de gansos selvagens em 29 de Março de 2006.

 “Amei aqueles que resistem quando todos os outros desistem, aqueles que se recusam quando todos os outros aceitam, aqueles que permanecem fiéis quando todos os outros traem.” | in, Thule: O Sol encontrado dos Hiperbóreos, Robert Laffont, 1978, Pardès, 2002

Tumba de Jean Mabire no cemitério de Éculleville (La Hague, Manche, France)