Num estudo publicado a 25 de Junho, o Institut Montaigne estima que, quase dois anos depois do relatório Draghi sobre a competitividade europeia, “a maior parte do trabalho ainda tem de ser feito”. O think tank sublinha que apenas 3% das reformas estruturais mais importantes foram totalmente implementadas, apesar da urgência da recessão económica europeia em comparação com os Estados Unidos e a China.
Esta nova constatação confirma a dimensão dos desafios que a Europa enfrenta. Apesar dos numerosos relatórios e anúncios da Comissão Europeia, o nosso continente continua a sofrer com a regulamentação excessiva, os preços da energia demasiado elevados e um ambiente económico que penaliza a sua competitividade. O desmantelamento do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal) e de todas as restrições, tão onerosas quanto ineficazes, que pesam sobre os nossos interesses económicos necessita de ser acelerado.
A União Europeia precisa agora de passar do diagnóstico à acção. A reindustrialização, a simplificação regulamentar e o apoio ao investimento produtivo devem tornar-se prioridades. Face à concorrência global, a Europa só recuperará a sua prosperidade recriando as condições de crescimento dentro das suas fronteiras.
