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“Citizen Vigilante”: o filme que não querem que seja visto [mas que nós mostramos aqui!]

“Citizen Vigilante”: o filme que não querem que seja visto [mas que nós mostramos aqui!]

Citizen VigilantE está disponível no youtube e no Daily Motion (em baixo)

Citizen Vigilante é um filme de acção e suspense de 2026, produzido, escrito e realizado por Uwe Boll. É protagonizado por Armie Hammer e Costas Mandylor [1h29m].

O enredo do filme versa sobre um americano que vive na Europa, herdeiro de um império imobiliário, que se torna justiceiro após o assassinato da mãe. Os seus alvos: criminosos violentos, violadores e juízes corruptos que escaparam a qualquer punição real graças a brechas no sistema judicial. A sua cruzada transforma-o num ícone viral, um improvável herói popular, perseguido por um chefe da Interpol.

O filme é inspirado em casos reais alemães, incluindo um ataque de um gangue em Hamburgo, em 2016, onde as sentenças proferidas foram consideradas brandas. E é aí que tudo se resume. Boll retrata os criminosos deliberadamente de acordo com padrões demográficos documentados, enquanto, segundo os seus defensores, as produções de grande orçamento de Hollywood e os dramas da BBC praticam a troca de etnias — transformando criminosos reais em europeus brancos e transformando sistematicamente heróis indígenas em opressores. O Cidadão Vigilante adota a abordagem exatamente oposta a esta conformidade. Daí a fúria do establishment com a agência de classificação indicativa alemã, a FSK, a recusar atribuir qualquer classificação etária ao filme — o que, na terra natal de Boll, equivale a uma proibição total: nada de cinemas, nada de suportes físicos, nada de plataformas de streaming regulamentadas. A razão oficial? O filme incita, alegadamente, à violência contra os imigrantes e glorifica a justiça pelas próprias mãos.

Boll contrapôs denunciando a censura política. O seu argumento é pertinente: o seu filme não é mais brutal do que John Wick ou O Protector, que receberam classificações padrão. Porquê este duplo padrão? O cineasta vê isto como um sintoma de um sistema em que os partidos governantes, as estações públicas, as ONG e os mecanismos de “reportagem” subsidiados trabalham em conjunto sob a bandeira de “combater a direita” e “defender a democracia”. Dentro deste sistema, qualquer pessoa que desafie a narrativa dominante sobre a imigração é rotulada como inimiga da democracia e, se possível, processada. Boll vai mais longe: a proteção dos menores, incluindo através da Lei Europeia dos Serviços Digitais, é agora apenas um pretexto para controlar a opinião pública — numa altura em que qualquer criança pode deparar-se com imagens muito mais explícitas com apenas alguns cliques.

A ironia é que esta proibição transformou um filme de baixo orçamento numa sensação mediática global, comentado e analisado muito para além do que o seu modesto orçamento permitiria. A censura, como sempre, gera publicidade que o dinheiro não pode comprar.